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Padroeiro

  SÃO VICENTE DE PAULO

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, S.Vicente de Paulona aldeia Pouy, sul da França. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Vicente desde menino pastoreava as ovelhas e gado. Seu pai percebendo sua astúcia e inteligência vendeu uma junta de bois para pagar os seus estudos. Entrou no caminho do sacerdócio, única chance de promoção social para um camponês de sua época. Com menos de 20 anos ordenou-se padre. Ai começou um itinerário espiritual e missionário fantástico. De preso como em uma teia de aranha, buscando benefícios pessoais, centrado em si mesmo, dando as costas aos pobres, deu uma reviravolta em sua vida, diante de experiências e acontecimentos que o levaram a encontrar os pobres. Também caminhou por noites escuras da Fé. Passou por varias conversões.

Ouviu o grito dos pobres, primeiro nas periferias de Paris, depois, nas demais regiões da França, onde, sobretudo os camponeses estavam abandonados numa terrível miséria material e espiritual. Vicente caminhou entre os pobres, doentes, Gales, encarcerados, crianças abandonadas, refugiados, mendigos, idosos e esfomeados de toda a espécie. Descobriu que a compaixão e a misericórdia tem recursos inventivos infinitos. Vicente se tornou um dom de Deus para os pobres quando descobriu a dignidade do seu sacerdócio, sobretudo quando partiu o pão com os pobres.

A partir de 1617 as experiências fundantes de Folleville e Chatillon-les-Dombes, marcaram definitivamente a sua vida. Caminhou então em busca dos caídos das estradas empoeiradas da França, flagelada pelas guerras, peste e a fome e por suas políticas expansionistas. Pregou missões pelas aldeias e envolveu os leigos na missão e socorro dos pobres. Renovou a vida da Igreja, fundando a serviço da evangelização dos pobres,  as Confrarias da Caridade, em

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1617, e logo a Congregação da Missão em 1625 e com santa Luiza de Marillac, a Companhia das Filhas da Caridade em 1633. Colaborou na mudança do rosto da Igreja, fundando Seminários para a formação do Clero, retiros para os ordenandos, formação permanente do clero inovando inclusive  o método de pregação.

Porém não trabalhou sozinho. Seu ardor missionário atraiu uma multidão de pessoas neste movimento de misericórdia e revolução dos pobres contra a miséria. O segredo de tanto dinamismo foi sua profunda experiência de Deus,que se vitalizava no seu contato com os pobres. Alquebrado pela idade e trabalhos, morreu no dia 27 de setembro de 1660, em Paris. Vicente rompeu com o seu tempo, abandonando os grandes para servir os pobres.

Renunciou a seus projetos de ambição. Foi solidário como um bom samaritano para com os pobres. Hoje não podemos apenas repetir o que fez Vicente, mas aproveitar suas intuições, para sermos também profetas como ele, neste nosso mundo globalizado e excludente. São Vicente foi canonizado no dia 16 de junho de 1637, pelo Papa Clemente XII. Em 12 de maio de 1885 foi declarado, pelo Papa Leão XIII, patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica.

(cf. http://www.cmps.com.br/)

Obra

  • Em agosto de 1617 funda as Damas da Caridade, hoje conhecidas como Associação Internacional de Caridades – AIC.
  • Em 8 de dezembro de 1617 cria as Confrarias da Caridade.
  • Em 17 de abril de 1625 funda a Congregação da Missão, cujos membros são conhecidos como padres Lazaristas, ou padres vicentinos.
  • Em 29 de novembro de 1633 funda a congregação das Filhas da Caridade.

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 Depois de sua morte ainda inspirou a criação de várias obras de caridade, formando a Familia Vicentina, com mais de 120 organizações.

O corpo de São Vicente de Paulo, reconstituído em cera, está atualmente exposto à visitação pública na Capela de São Vicente de Paulo, na Rua de Sèvres, Métro Vaneau, em Paris. Seu coração encontra-se em um relicário na Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.